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14º ENLIHPE – Belo Horizonte/MG (Sediado na U.E.M.)

Revisto em 2018.08.28 – 19h00 

14º ENCONTRO NACIONAL DA LIGA DE PESQUISADORES DO ESPIRITISMO
Tema central: “Sobrevivência da alma
25 e 26 de agosto de 2018
Belo Horizonte – MG

Local:
UEM (União Espírita Mineira)
Av. Olegário Maciel, nº 1.627 – Lourdes – Belo Horizonte/MG – CEP 30180-111
Tel:  (31) 3330-6200 – https://www.uemmg.org.br/

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A décima quarta edição do ENLIHPE14º ENLIHPE -, ocorrido no ano de 2.018, recepcionado nesta ocasião no auditório principal da Sede Federativa da UEM (União Espírita Mineira), situada na Av. Olegário Maciel, em frente ao Diamond Mall – tratou, como tema central “Sobrevivência da alma” trazendo pesquisas e abordagens de temas que lhe são correlatos. Foram apresentados 13 trabalhos: conferências, palestras, alguns estudos, e uma mesa que tratou de uma importante obra espírita: “A Gênese“.

As primeiras informações sobre essa edição do Encontro já foram disponibilizadas logo no 13º ENLIHPE, quando a Comissão Organizadora definiu:

* A localidade onde iria se realizar o evento. E, diante de 3 candidaturas: São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Diversamente de outras edições do encontro, realizados em São Paulo/SP, na sede do CCDPE-ECM, ou no prédio da USE/SP – União das Sociedades Espíritas de São Paulo, ao final das discussões foi escolhida a sede de Belo Horizonte, em Minas Gerais, com o apoio da União Espírita Mineira, quando também se ponderou e aprovou a realização de atividades culturais de visitações a Pedro Leopoldo.
* As datas de realização do evento, sendo escolhido o final de semana de 25 e 26 de agosto para o encontro.
* O tema central do encontro. Foram sugeridos como temática: “Chico Xavier como objeto de pesquisa”, “Ciência Espírita e epistemologia” e “sobrevivência após a morte”. Após apresentadas considerações acerca das propostas apresentadas, ao final foi escolhido como temática do proximo encontro “sobrevivência após a morte”.

Tais deliberações podem ser encontradas no relatório da Assembleia Presencial ocorrida em 27 de agosto de 2018: 13º ENLIHPEEncontro Nacional da Liga de Pesquisadores do EspiritismoAssembleia Presencial (27ago2.107).

O Próximo passo da Comissão Organizadora foi a publicação da abertura do certame àqueles pesquisadores que se interessassem em submeter suas pesquisas ou propostas de trabalhos para o Encontro. Também foram anunciadas as regras de submissão e seleção das propostas apresentadas ao Encontro (a publicação da chamada dos trabalhos pode ser verificada aqui).

O encerramento oficial do período de submissão dos trabalhos deu-se, de fato, em 30 de Abril, por publicação oficial, sendo que neste ano não houve prorrogação do recebimento de trabalhos para o certame.

Todos os trabalhos recepcionados foram efetivamente remetidos para os responsáveis pela análise. Ao final do período de avaliação, foram os pesquisadores interessados comunicados particularmente dos resultados de seus trabalhos, escolhidos os temas que seriam apresentados e ultimados os preparativos para a apresentação nos dias do evento. Também foram convidados grupos de pesquisadores para promoverem pesquisas a serem apresentadas no evento, relacionados com o tema reencarnação.

Também foram apresentadas informações para a inscrição de participantes do evento, nesta ocasião secretariado pela equipe da UEM – União Espírita Mineira (clique aqui para ver).

Em 19 de agosto, saiu a Programação Oficial, com datas e horários, temas e palestrantes foram disponibilizadas poucos dias antes desta edição (clique aqui para ver) .

PROGRAMAÇÃO – 25/08/18 – Sábado

07h30 – Recepção, credenciamento e entrega de material
08h00 – Momento Artístico
08h25 – Prece de Abertura
08h30 – Paletras Iniciais: LIHPE, CCDPE-ECM, USE, UEM, FEES e NUPES
09h00 – Conferência de Abertura – É possível investigar a existência da alma? (Alexandre Moreira Almeida NUPES)
10h30 – Palestra – A importância da fundamentação transcendental e idealista para a ideia de imortalidade do espírito (Humberto Schubert Coelho NUPES)
11h05 – Trabalho – O que não comprova a sobrevivência da alma? (Alexandre Fontes da Fonseca USE-Campinas)
11H35 – Palestra – A relação entre a LIHPE e o CCDPE-EM (Julia Nezu – Presidente do CCDPE-ECM)
13h30 – Visita a pôsteres em Exposição e Sessão de Autógrafos com Humberto Schubert (Obra: Sala para autógrafos) e Jáder Sampaio (Obra: Conversando com os mortos)
13h50 – Trabalho – As investigações sore a sobrevivência da Alma (Marcelo Gulão)
14h20 – Trabalho – Prova da sobrevivência da alma (Paulo da Silva Neto Sobrinho C.E. Manoel Felipe Santiago, BH)
14h50 – Sessão de Autógrafos com Paulo Neto e Samuel Magalhães (Obra: Anna Prado: a mulher que falava com os mortos)
15h30 – Mesa – A Gênese (Jáder Sampaio, Marco Milani e Samuel Magalhães)
16h30 – Homenagem à Alfred Russel Wallace
16h45 – Encerramento das atividades públicas

17h00 – Assembléia da LIHPE (para membros)

PROGRAMAÇÃO – 26/08/18 – Domingo

08h30 – Prece de Abertura e comentários gerais
08h45 – Trabalho – Evocando pessoas falecidas utilizando a prece e a varredura medianímica (Raphael Vivacqua Carneiro Grupo de Pesquisa Lampejo e Núcleo de Pesquisa da FEES)
09h15 – Trabalho – Mediunidade e sobrevivência – um século de investigações: a contribuição de Allan Gauld para o estudo da imortalidade (Leandro Santos Franco de Aguiar AME-MG)
09h45 – Trabalho – A sobrevivência da alma e o progresso moral de Sócrates (Luiz Fernando Bandeira de Melo)
10h15 – Sessão de Autógrafos com Luiz Fernando Bandeira de Melo (Obras de sua autoria)
10h45 – Trabalho – Ensaio sobre as anotações do Dr. Kerner com respeito aos fenômenos psíquicos da Sra. Frederica Hauffe (Elton Rodrigues e Carolina Machado Associação de Física e Espiritismo da Cidade do Rio de Janeiro)
11h15 – Trabalho – Cesare Lombroso: da biografia à transição paradigmática (Eric Vinícius Ávila e Leandro Santos Franco Aguiar AME-MG)
11h45 – Comentários Finais e Prece de encerramento.

A Comissão Organizadora, frente ao grande interesse de público (2 salas de apresentações, sendo uma presencial com capacidade de 120 e outra sala auxiliar com o uso de projetor, que comporta 45 pessoas) emitiu mensagem em 20 de agosto de 2018, comunicando o esgotamento das vagas para participantes (vide aqui).

Desde o início do encontro que se iniciou no sábado, dia 25 de agosto de 2.018, às 7h30, e durante mais de 16 horas de evento, contamos com a exposição por treze trabalhos científicos. Também contamos com o lançamento de 2 obras de pesquisas sobre o Espiritismo:

* Marco Milani e Jáder Sampaio, Livro com o título: “A sobrevivência da alma em foco”, da Editora CCDPE-ECM e USE/SP
* Jáder Sampaio, Livro com o título: “Conversando com os espíritos: um toque de humanismo“, da Editora Lachatrê
Humberto Schubert Coelho livros com os títulos: “A filosofia perene: o modo espiritualista de pensar“, da Editora DidierVotuporanga/SP e “Genealogia do espírito” editado pela  FEB Rio de Janeiro/RJ

         

Foi realizada a Assembléia Presencial dos membros da Lihpe e um almoço de confraternização.

Nesta ocasião, como novidade, a Comissão Organizadora esteve promovendo como atividade cultural e histórica, um passeio em Pedro Leopoldo/MG, ao Centro Espírita Luiz Gonzaga, à Fazenda Modelo e ao Museu Casa de Chico Xavier, opcional àqueles que desejarem participar.

As atividades iniciaram-se às 08h10 com uma atividade cultural artística, com a apresentação musical (solo e violão) do músico José Marcos Carvalho.

Compuseram a mesa para abertura das atividades: Felipe Estabile – Diretor da UEM, Samuel M. Magalhães – Diretor da FEB, A. J. Orlando – Presidente da USE/SP, Raphael V. Carneiro – Coordenador FEES, Julia Nezu – Presidente do CCDPE-ECM e Jáder Sampaio – Coordenador do EnLIHPE, Julia Nezu – Presidente do CCDPE-ECM, Alexandre M. A. Almeida – Coordenador do NUPES e Raphael V. Carneiro – Coordenador FEES. A prece de abertura foi realizada por Nadia Luz Lima.

Composição da mesa de abertura dos trabalhos

A seguir, cada representante trouxe algumas palavras iniciais, iniciando-se por Jáder Sampaio – Coordenador do EnLIHPE, que recepcionou os membros da LIHPE presentes, assim como todos os participantes que vieram conhecer os trabalhos inscritos. Também esclareceu a estrutura e a forma de trabalho da LIHPE. Comentou que é um espaço para pesquisadores espíritas e também pesquisadores acadêmicos que possuem como foco o Espiritismo ou o Movimento Espírita, e por conta disso há livros já publicados contendo trabalhos de pesquisa seja acadêmicos ou não, mas com cunho espírita. Esclareceu como ocorre o EnLIHPE – Encontro da Liga dos Pesquisadores do Espiritismo, caracterizado por ser um encontro de diálogo e críticas. É momento para apresentação de ideias muito mais do que destaque de pessoas. Agradeceu a diversas pessoas e instituições pelo apoio para a realização deste evento. Ato contínuo, Julia Nezu – Presidente do CCDPE-ECM, manifestou-se no sentido da importância da LIHPE e do CCDPE-ECM em relação a preservação da memória e da história do Espiritismo e do Movimento Espírita. Abri-se um adendo as palavras da Julia, para que Marco Milani placa comemorativa de agradecimento em favor do CCDPE-ECM. Por sua vez, Samuel N. Magalhães – Responsável pela documentação e memória do Movimento Espírita e Diretor da FEB, salientou a questão da visibilidade dos trabalhos da LIHPE, muito embora dentro do Movimento Espírita ainda essa visibilidade ainda não corresponde a importância que os trabalhos tem. Demonstrou a necessidade do resgate de pesquisas acadêmicas relacionadas com o Espiritismo. Se aprofundou na questão da guarda, registro e identificação de documentos espíritas, tais como fotos, etc. Em sua fala, A. J. Orlando – Presidente da USE/SP, mostrou a importância do trabalho dos pesquisadores. Também salientou que dos 14 encontros, 11 deles aconteceram em São Paulo, e a USE/SP sempre estará de porta abertas para recepcioná-los. Na oportunidade sugeriu que um próximo evento se realize dentro das portas de alguma Universidade, já que a pesquisa nessa área está chamando muita a atenção de acadêmicos. Apontou que nossa maior dificuldade em relação a história do Espiritismo sejam os computadores, de onde deverão ser garimpadas informações. Felipe Estabile – Diretor da UEM, representando a instituição, comentou da alegria e satisfação de receber companheiros de todo o Brasil no encontro da EnLIHPE. Desde o 3º Encontro, a UEM possui vontade de montar um acervo histórico. Em um adendo, Gilmar C. Trivelato fez a entrega a UEM uma placa comemorativa em agradecimento do ENLIHPE. Raphael V. Carneiro – Coordenador FEES, comentou que o pessoal do Espírito Santo vê ser muito importante essa forma de ver o Movimento Espírita. E ampliando a parceria, o ErLIHPE será realizada dentro de uma importante Universidade local. E o Estado procura um maior participação acolhendo um futuro EnLIHPE. E, por fim, Alexandre M. A. Almeida – Coordenador do NUPES, comentou a importância do trabalho do Eduardo Carvalho Monteiro. Também comentou o trabalho do NUPES e sua importância.

A Conferencia de abertura iniciou-se às 9h05, com as palavras de Alexandre Moreira Almeida (NUPES), tendo como tema: “É possível investigar a existência da alma?” Em resumo, trouxe importantes considerações sobre a possibilidade de investigar a existência da alma. Comentou que a população na atualidade não está se expandindo o materialismo, e que pesquisas apontam dados consideráveis em relação a pessoas estarem ligadas a uma religião. Trouxe levantamento em relação a vários países do mundo. Dessas pesquisas, destaca-se que todos os países populosos tem grande percentagem de pessoas que acreditam na alma. Até na União Soviética, que tinha cursos de ateísmo, hoje os dados de crença na alma é o mesmo, por exemplo que o expressado pelos EUA. A existência da alma é um tema metafísico ligado a religião e a filosofia, sendo que esta especula ou não sobre a existência ou não da alma, até porque o tema não seria possível de ser abordado cientificamente, o que mudou com os trabalhos de Allan Kardec. Para ser passível de uma abordagem científica, é necessário que o assunto seja testável e passível de ser feitas e refeitas. Na teoria materialista, o cérebro que produziria a mente. Ainda há uma teoria dualista de que o cérebro seria um filtro para manifestação da consciência do corpo – Teoria transmissiva. Na teoria espiritualista existe evidências de atuação da atividade da consciência mesmo após a morte do corpo correspondente. É importante salientar a necessidade de evidência, mas nem sempre é possível ver, por exemplo, um átomo, embora ele exista. Encontramos diversas vivências espirituais ou religiosas que geralmente são desqualificadas muito mais que explicadas. Muitas explicações buscam desqualificar o fenômeno em análise, apresentando-as de problemas de percepção até a construções sociais, mas nada real ou verdadeiro. Há um pressuposto metafísico de que o universo é composto apenas de matéria/forças físicas. Um pressuposto legítimo, mas que não significa uma verdade real. Através desse pressuposto tudo o que transcenda o materialismo é superstição e anti-científico. A ciência é um modo/método de explicação e uma ideologia cientificista. Francis Bacon (The Nem Organon, 1620) propõe que a ciência é uma auxiliar da religião, já a ciência estudaria a natureza que nada mais é uma obra de Deus. Newton (Principia, 1713) aponta que as Leis Divinas seriam a percepção da mente Divina. Assim, para estudar a existência da alma, é necessário se estudar dentro de um modelo não reducionista da mente. O pressuposto é que se a mente existe, e ele é parte da criação, e em algum outro momento e lugar fora do corpo precisa se apresentar. Allan Kardec traz a dimensão espiritual para dentro do reduto natural, retirando do mundo sobrenatural. Assim, o cérebro seria um filtro para a manifestação da mente, filtrando a realidade, como o faz filtrar toda a realidade material. Segundo William James (1898) aponta que necessário supor a continuidade da consciência. Dentro das dimensões empíricas espirituais há várias que precisam ser estudadas, dentre elas a meditação, a mediunidade, etc. E cada fenômeno possuí várias explicações que passam da fraude, a alucinações produzidas por alterações cerebrais, efeitos de sugestão, atividade mental inconsciente, percepção extra-sensorial a sobrevivência da consciência. Alvarado (2013) traz uma lista de vários pesquisadores renomados que estudaram a possibilidade da sobrevivência da consciência. Ian Stevenson é um dos pesquisadores que estudaram a possibilidade da sobrevivência da consciência, que inclusive estudou a possibilidade da reencarnação. Sobre estudos relacionados com a sobrevivência da consciência, encontrou-se mais de 2 mil artigos, com o destaque de que o número de estudos estão aumentando, desde experiência de quase-morte, experiências fora do corpo, memória de vidas passadas, mediunidade, etc. E o fator médio de impacto dos temas são semelhantes de outros temas científicos acadêmicos. Traduzindo cientificamente a questão da presente conferência, temos: há vestígio da personalidade após a desintegração do corpo? E quais são as evidências necessárias para se aceitar a hipótese? O que se percebe dos artigos relacionados a EQM é que com o cérebro sem funcionamento elétrico, as pessoas apresentariam maior clareza mental, independência da crença. Também percebe-se que há descrições verídicas. Na prática os pacientes levam muito tempo para que as percepções se normalizem. De modo geral, quando um paciente retorna de uma situação crítica de parada cardíaca, verifica-se grande confusão mental. E ainda, destaca-se que quando há EQM percebe-se aumento de mudança comportamental a demonstrar um grande impacto na vida da pessoa por conta do fenômeno vivenciado. Para comprovar tais fenômenos (e outros relacionados com mediunidade) é necessário se demonstrar continuidade da memória e comportamento da consciência. Por fim, salientou que a maioria dos cientistas que investigaram os fenômenos de sobrevivência da consciência não se satisfizeram com as explicações convencionais científicas, mostrando a evidência da necessidade de se aprofundar os estudos. Ainda, antes de encerrar apresentou um caso de memória de vida anterior. Comentou também que o NUPEs montou o projeto sobrevivência e falou do Canal o Youtube – TV NUPES. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Seguiu-se um momento para autógrafos.




Fotos da Sessão de Autógrafos

 

Às 10h40, iniciou a apresentação do próximo trabalho. Humberto Schubert Coelho (NUPES), trouxe o tema: “A importância da fundamentação transcendental e idealista para a ideia de imortalidade do espírito“. Em relação ao tema, há muitas teorias que se propõem a explicar o fenômeno. Mas pode-se também partir de um estudo baseado em análise comparativa entre as diversas religiões. Dentro da metafísica, também há explicações desde a época grega (Sócrates e Platão) e passando pela Idade Média e Moderna. E, a metafísica anda pouco escutada em relação a pesquisas. Em muitos momentos históricos a metafísica foi o carro-chefe para o estudo e crença na imortalidade da alma. Há a necessidade de se resgatar a metafísica e seu verdadeiro conceito original, em busca da pesquisa em relação a imortalidade da alma. A metafísica é uma ciência muito rígida que busca estabelecer os métodos adequados para análise da imortalidade da alma. A ideia de Deus e da Imortalidade da Alma são as ideias, relacionadas com a metafísica, e que balizam toda a visão atual de mundo, a ética, o comportamento, etc. As teorias materialistas (e o niilismo) não se estuda ética, porque elas fogem de qualquer embate de julgamento. Assim, oferece menos argumentos para sua base existencial (como teoria). Não se pode esquecer que a perspectiva materialista e também a perspectiva sofista, ainda existe, e possui aqueles que a professam. Entretanto, essas duas perspectivas são extremistas. A perspectiva transcendental, idealista ou espiritualista possui maior número de argumentos para fundamentar sua forma de visão do mundo. Sócrates se propõem a analisar tais perspectivas, mas antes ele estabelece como perspectiva “a mente humana”. É através dessa perspectiva que se analisará todas as questões. Foi capaz de perceber que existem fenômenos que fogem da criação da mente (realidade natural), mas que existem dentro da mente como pressuposto. Platão e Aristóteles formatam a metafísica antiga. Na modernidade, estudos da Metafísica, analisando as percepções, faz perceber que toda a realidade natural nada mais é que sensações relacionadas com tais fenômenos, logo é altamente subjetivo. É mais plausível dizer que a matéria é uma invenção do que crer que a mente seja uma criação. A metafísica alemã, em relação aos fenômenos, acredita haver um substrato da realidade que independa da matéria, mas não encontra comprovação para isso. Diante disso, entende-se que a ciência é um estudo altamente dogmático, porque há questões que são estabelecidas de forma inquestionável. Assim, a ciência é um rol de estudos, qe parte de pressupostos estabelecidos prévios e dogmáticos. Mas vale lembrar que não existe ciência não Metafísica. Assim, para estudar a imortalidade da alma, os pressupostos para seu estudo fogem das atuais ciências que existem. A imortalidade da alma se beneficia de forma bem forte da perspectiva Metafísica que nunca foi confrontada e nem sobrepujada pela ciência sob a perspectiva materialista. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 11h10, Alexandre Fontes da FonsecaUSE-Campinas/SP, trouxe considerações sobre o tema: “O que não comprova a sobrevivência da alma?“. Em resumo, apresentou que a intenção é apresentar 2 conceitos (fenômenos físicos materiais) que comprovariam a existência da alma, mas que na verdade ainda não são capazes de enfrentar a razão da ciência face-a-face. Tais argumentos ainda não são bons o suficiente para comprovar a existência da alma. Analisou a obra “Atualidade de Kardec“, de Rubens P. Meira, mostrando algumas questões pontuais que exigem cuidado ao serem apresentados. Algumas ideias apresentadas são trazidas por escritos espíritas clássicos, tal como Gabriel Delanne (O Espiritismo perante a ciência). Dentro desse pensamento, e associando-o ao conceito de entropia (como uma Lei natural – de desordem), o pensamento do perispírito/espírito como organizador biológico seria algo a ser considerado a se analisar. Assim, a auto-organização dos seres vivos não serviria como argumento para comprovação da imortalidade da alma. Outro tópico é, justamente, a física quântica. Esse conceito da física e que foge ainda de uma explicação completa da ciência acadêmica. O Espiritismo não teria condições explicar. E, dentro do Movimento Espírita há pesquisadores buscando um de relacionamento de física quântica e Espiritismo. E pesquisadores sérios, com muita boa vontade. Apresentou valores interessantes de pessoas dentro do Movimento Espírita interessado com questões de física quântica. Há também uma grande quantidade de Espíritas palestrando sobre a física quântica, o que está fazendo nascer um “misticismo quântico”. Essa ação enfraquece muito a argumentação espírita frente à ciência. Apontou um uma análise de Allan Kardec em que ele considera que a alma é considerada como imaterial, por conta de suas características serem impossíveis de sofrerem analogia com a matéria. Infelizmente, ao relacionar a física quântica com o espírito, estaríamos materializando o espírito, ao invés de analisá-lo frente as suas características e condições reais. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 11h40, Julia Nezu (Presidente do CCDPE-ECM), analisou a “A relação entre a LIHPE e o CCDPE-ECM“. Ambas as instituições nasceram juntas, sendo uma delas virtual e outra jurídica, com CNPJ. Tudo começou na USE/SP, dentro de uma Assessoria Pró-Memória (Criada em 1997), quando foi convidado Eduardo Carvalho Monteiro, pra executar este projeto. O outro passo foi destacar o projeto de Eduardo Carvalho Monteiro, o que aconteceu posteriormente, em 2005 (após diversas reuniões e discussões), porque a USE/SP não dispunha de espaço para administrar o acervo que estava sendo acumulado. O CCDPE-ECM nasceu como uma filha da USE/SP, e participam como família no Movimento Espírita. Juntamente com isso, nasceu, pelas mãos do Eduardo Carvalho Monteiro, outro projeto – a LIHPE – que nasceu virtualmente através de um cadastro de e-mails (1997). Em 1999, iniciaram as tratativas sobre o nascimento da LIHPE, dentro do 1º Encontro em Goiania-GO. Em 2002, houve o nascimento do primeiro trabalho da LIHPE – o Anuário Histórico”. Foi formalizado o nascimento da LIHPE em 2003 dentro do 14º Congresso Estadual da USE/SP. Eduardo Carvalho Monteiro dispunha de um acervo de mais de 25 mil obras, e outros 5 mil documentos e hemeroteca. Quando do falecimento do Eduardo Carvalho Monteiro, a LIHPE já possuía vida própria e independente. A biografia do fundador tanto da LIHPE e do CCDPE-ECM, traz muitas informações. Julia Nezu também apresentou a importância para nascimento de outros 2 Centros de Memória: um no Amazonas (Samuel Magalhães) e outro e Fortaleza (Kemp). A palestrante ainda comentou sobre os EnLIHPEs e seus logotipos, assim como a respeito das obras (livros) que foram publicados em nome do Eduardo Carvalho Monteiro e da LIHPE.

Após essa apresentação, encerraram-se as atividades da manhã.

A partir de 13h30, iniciaram-se as atividades da parte da tarde do sábado, com a visitação dos participantes a banners de trabalhos relacionados com o tema, trazido por diversos pesquisadores.

 



Exposição de Banners

A partir das 14h00, Marcelo Gulão, apresentou o trabalho “As investigações sobre a sobrevivência da Alma”. Informou que Allan Kardec escreveu as obras espíritas a partir de um convencimento pessoal. A apresentação se baseia em seu trabalho de mestrado. Allan Kardec não acreditava nos fenômenos mediúnicos, mas por conta de sua observação acabou se convencendo. Kardec fala da alma como elemento imaterial, mas também desenvolve um aporte teórico onde defende o fato da alma ser uma matéria totalmente diferente e sutil. E, baseado nisso, realiza seus estudos para descobrir como se dá a sensibilidade e sensações do espírito. Allan Kardec percebe, através de suas observações, que existe o espírito e uma camada etérea que o acompanha, o que posteriormente é concebido pela ideia de perispírito. A partir daí, é adotado um padrão de questionário, a fim de criar um método para prospectar novos conhecimentos. A produção espírita foi historicamente progressivo, baseado em comunicações mediúnicas, e as informações foram paulatinamente ampliando as investigações sobre a sobrevivência da alma. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 14h36, Paulo da Silva Neto Sobrinho (C.E. Manoel Felipe Santiago, BH), apresentou o trabalho sobre a “Prova da sobrevivência da alma“. O que mais o Espírita quer é provar àqueles que não creem, que existe espíritos. A primeira conclusão que se tira é que no máximo é possível tirar alguns elementos que evidenciam a existência da imortalidade da alma àqueles que desejam conhecer a verdade. A primeira questão que é necessário se deparar é que, se é possível a alma sobreviver a morte do corpo físico. Na EQM temos pessoas que falam sobre impressões e sensações que teriam ocorrido durante o período “plano” do eletroencefalograma. O registro das sensações e impressões pelo espírito, então, independeriam do corpo e, se é possível que haja registro por parte de uma pessoa durante um fenômeno de EQM em que o espírito está “fora do corpo”, mas que após isso retorna a vida corporal, o mesmo pode se dar após a morte do corpo físico. Há diversos casos em que acadêmicos se debruçaram e que permitem uma evidência da imortalidade da alma. Dois casos foram apresentados. A conclusão é que tais relatos acadêmicos acabam confirmando uma série de ideias espíritas já trazidas a lume há um tempo razoável. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Seguiu-se, às 14h50, outra sessão de Autógrafos com Paulo Neto e Samuel Magalhães (Obra: Anna Prado: a mulher que falava com os mortos).

A partir de 15h30, foi desenvolvida uma Mesa de Debates sobre “A Gênese“, contando com a participação de Jáder Sampaio, Marco Milani e Samuel Magalhães. A publicação do livro de “O legado de Allan Kaderc“, por Simoni Privato Goidanich, sobre “a Gênese”, trouxe uma discussão antiga nos meios espíritas. É possível se observar que o Movimento Espírita se debruça muito pouco sobre essa obra. Samuel Magalhães, aponta, em relação a evolução histórica do texto desse livro, que qualquer alteração profunda nessa obra, é evidente que outras mudanças em outros livros deveria acontecer. O que é perceptível é que Allan Kardec fazia modificações em seu texto, até porque seu método de trabalho, como pesquisador, permite melhoras em relação a clareza do texto. A obra da escitora traz elementos históricas que precisam ser pesquisadas, analisadas e melhor compreendidas. Há também muitos acontecimentos históricos havidos na França da época permitiram o decréscimo do espiritismo. Fato é que as mudanças havidas no livro “A gênese” foram feitas por Allan Kardec, e, em nada, desmerecem a obra como um todo. A obra de Simoni Privato Goidanich foi publicada para circular em países de língua espanhola e não exatamente no Brasil. O Conselho Espírita Internacional tomou conhecimento da publicação e, aqui no Brasil, diversos Espíritas também tomaram conhecimento sobre o conteúdo da obra. Em contraponto, Marco Milani aponta que: até a quarta edição do livro “A Gênese”, não existiu qualquer alteração da obra, portanto, não há evidência que tenha sido Allan Kardec que tenha promovido as alterações apontadas. Outro argumento é que não existe documento algum de Allan Kardec de que ele esteja promovendo qualquer alteração no texto de “A Gênese”. Outro argumento apontado é que a interpretação de que elementos que justificam algumas abordagem de Kardec podem ficar prejudicados em seu conteúdo, se não bem compreendido, de forma que dizer que Kardec teria aprimorado o texto com as alterações, isso é falso. Um exemplo é o texto relacionado com o desaparecimento do corpo de Jesus discutido no item 64 a 68. Outro item tem relação a quantidade de alterações. Henri Sausse que, após 12 anos tomou conhecimento das alterações do texto de “A Gênese”, encontrou mais de 100 alterações e as denunciou no jornal “Le Espiritisme“. Entretanto, Leymarie teria afirmado que Allan Kardec teria realizado a revisão. A pesquisa que embasou a obra em análise descredencia a versão apresentada por Leymarie, à época da denúncia de Henri Sausse, que só se manifestou sobre as alterações após o desencarne de Amélie Boudet (esposa de Allan Kardec). Argumenta-se que Amelie Boudet poderia ter impedido a publicação da 5ª ed. com as alterações, se elas não tivessem sido feitas por ele. Mas temos evidências sobre a dificuldade que a Amelie tinha para se posicionar dentro do Movimento Espírita francês e nele ter qualquer influência. Há dúvidas também em relação a alterações feitas pessoalmente por Kardec, nas 4ª, 5ª e 6ªs edições de “A Gênese”. Naquela época, para a publicação de qualquer obra havia a necessidade de depositar uma versão da obra na Biblioteca Nacional, para ser aprovada e depois poder haver a comercialização. E Allan Kardec depositou a 4ª, mas não há depósito da 5ª Edição dessa obra. E, é por conta disso que a USE/SP após análise de vários pesquisadores, e um estudo profundo, recomendou a utilização da 4ª Edição. Também recomendou analisar a 5ª Edição francesa e promover-se encontros para estudos e análises sobre as alterações. Retomou a palavra Samuel Magalhães, e afirmou que alguns pontos devem ser retocados. Há necessidade também de se pontuar que há menção expressa no texto de que as alterações apenas textuais. E, Henri Sausse levou muito tempo para denunciar qualquer alteração. Há alguns questionamentos históricos que precisam ser feitos em relação aos fatos, com seu equilíbrio, para não ser simplesmente um termo acusatório. Retomou a palavra Marco Milani para esclarecer alguns dos pontos levantados pelo antecessor. Especialmente apontando o “Catálogo Racional“. Ao final, concluiu que o objetivo é o estudo, e não, um termo acusatório contra Leymarie. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 16h45, foi realizada uma homenagem à Alfred Russel Wallace, pesquisador escolhido para ser homenageado nesta edição do Enlihpe.

Clique aqui  para baixar a apresentação em .ppsx e com som

Encerraram-se 17h00 as atividades públicas desse sábado do Enlihpe.

   
Foto do Público

Seguiu-se a Assembléia Presencial dos membros da Lihpe (Clique aqui para acessar o resumo dessa atividade).

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As atividades de domingo se iniciaram às 08h30 com a prece de Abertura, feita por Brasil Fernandes (Vice-presidente da Aliança Municipal Espírita-Belo Horizonte/MG)

A seguir, às 08h45, Raphael Vivacqua Carneiro (Grupo de Pesquisa Lampejo e Nucleo de Pesquisa da FEES) trouxe o trabalho: “Evocando pessoas falecidas utilizando a prece e a varredura medianímica”. O palestrante esclareceu qual o conceito de varredura medianímica, demonstrando sua analogia com o funcionamento dos radares. Também esclareceu um importante termo utilizado – Medianímico – assim como qual o conceito em que é utilizado, ampliando-o para todas as questões mediúnicas e anímicas, englobando todos os canais mediúnicos e anímicos. Todos seriam valorizados. Apontou as finalidades do estudo, especialmente reproduzir o trabalhos semelhantes realizados por Lamartine Palhano Jr. Também esclareceu, dentro do técnica, a utilização de uma meta de forma a evitar dispersão e permitir clareza e precisão para as percepções. Apresentou detalhadamente as etapas do processo de varredura medianímica, seus propósitos, os protocolos utilizados para seu desenvolvimento, as distinções do método utilizado poe Palhano Jr. Salientou o fato de que se trata de um método de trabalho coletivo de médiuns. Analisou as diversas vantagens esperadas com a utilização do método. Explicou toda a metodologia utilizada na experimentação, os cuidados que o grupo tomou para desenvolver suas atividades. Apresentou dados dos alvos escolhidos para a realização dos estudos, assim como informações importantes coletadas previamente sobre os participantes, a fim de poder-se efetuar a análise as comunicações das varreduras. Foram apresentados os resultados experimentais. As análises permitiram descobrir um maior número de informações confirmadas do que outras nao confirmadas (200 percepções convergentes, não sistemáticas). As informações confirmadas foram muito específicas e plausíveis. Também apontou que pessoas com pouca ou nenhuma experiência mediúnica também foi possível captar informações através da varredura mediúnica. Foi afastada a influência telepática em virtude dos métodos e resultados da experimentação. Também foi possível perceber-se um número pequeno de casos em que houve uma imprecisão ou interferência do médium. A conclusão auferida foi de que o experimento sugere a eficácia do método, com vantagens: desnecessária faculdades extraordinária, aspecto coletivo do trabalho, o que auxilia a identificação de imprecisão e interferência dos médiuns. Como desvantagem: necessária mudança de mentalidade no meio espírita, ainda médiuns com menor experinência acabam tendo timidez de demonstrar suas percepções, o que se amplia com a experiência e segurança do médium. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 09h15 foi apresentado o trabalho: “Mediunidade e sobrevivência – um século de investigações: a contribuição de Allan Gauld para o estudo da imortalidade“, apresentado por Leandro Santos Franco de Aguiar (AME-MG). Os objetivos do presente trabalho foi analisar o livro de Allan Gauld, “Mediunidade e Sobrevivência: um século de investigações”, em que ele faz uma pesquisa bibliográfica, através de uma revisão de literatuta, sobre questões mediúnicas em revistas científicas. Apresentou uma biografia rápida de Allan Gauld, assim como comentou sobre a Society for Physhical Research. Comentou o público-alvo do livro em análise. Comentou o fenômeno da imunidade cognitiva. Evidenciou que Allan Kardec, assim como Allan Gauld comentaram sobre esse fenômeno. Comentou sobre a exclusão da análise, no livro, de mediunidades de efeitos físicos, esclarecendo que a causa é a grande possibilidade de fraude nessa espécie de fenômenos mediúnicos. Gauld trabalha mais com a questão da inteligência ligada ao fenômeno mediúnica. Explicou o método de estudos de Allan Kardec. Trouxe explicações sobre bibliografia de origem mediúnica (Chico Xavier) que anteciparam algumas questões científicas acadêmicas. Aborda questões do Super-PES, e a posição de Ian Stevenson e Allan Gauld sobre tal teoria/atitude mental. Allan Gauld conhecia e opina sobre Allan Kardec, mas sugere um pouco de desconhecimento do codificador. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 09h55, Luiz Fernando Bandeira de Melo, apresentou o trabalho: “A sobrevivência da alma e o progresso moral de Sócrates“. O presente trabalho é o início de um projeto maior relacionado com Platão e Sócrates e a possibilidade deles terem desenvolvido o mesmo conhecimento. Não se sabe até hoje se o escrito sobre Sócrates foi realmente de Sócrates ou foi escrito por Platão. A inseparatibilidade de questões morais e a imortalidade de alma é o foco deste trabalho. Essas questões de imortalidade da alma são anterior a Sócrates e Platão. O Livros dos Mortos, em seu primeiro parágrafo diz: Aqui neste livro está escrito o que devemos falar logo após a morte para que sejamos felizes depois de mortos”. A tradição “órfico-pitagórico” mostrou a preocupação com a ‘salvação’ da alma após a morte. Lembrou que o termo ‘salvação’ possui diversos significados hoje e à época da escrita do livro citado. Falam-se em castigo post-mortem. Na mitologia grega temos diversos textos falando em castigos perenes (ex. Prometeu). Fala-se em ‘senhas’ para a ‘salvação’ da alma. Comentou a respeito da mitologia grega em relação ao que acontecida após a morte, questões sobre o Hades e o Tártaro. Comentou sobre “daimon”. Comentou sobre um texto apócrifo, conhecido como “teages” e a provável influência de Platão a elaboração desse texto. Considera moral como o comportamento das pessoa, e aponta a influência do daimon para o comportamento de Platão e seus escritos. Comenta que aqueles que tiveram uma boa moral e um bom comportamento ao morrer iriam a lugares bons. Concluiu que toda a influência de daimon para Platão, e para outros filósofos para a melhora das atitudes da pessoa. Ficou claro a influência do progresso moral trazido por Sócrates e Platão relacionados com a imortalidade da alma e a busca por lugares post-mortem agradáveis. Concluiu que a busca das virtudes, a ajuda aos semelhantes a conduta prudente e temperante, ante a sobrevivência da alma e a certeza da sua transmigração e a atenção aos conselhos daimonicos, geram como consequência um novo gênero de vida que objetiva a melhoria para a vida além-túmulo. A ascensão moral que atribuímos à Doutrina de amor legada por Sócrates. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

 

Seguiu-se algumas palavras de Nadia Luz Lima, que trouxe informes sobre publicações acadêmicas relacionadas com estudos acadêmicos, e as novas parcerias que a LIHPE está formatando para atender ao projeto “Coleção Espiritismo na Universidade“.

A seguir, às 10h15, foi realizada mais uma sessão de Autógrafos com Luiz Fernando Bandeira de Melo (Obras de sua autoria).

 

A partir de 10h45, Elton Rodrigues e Carolina Machado (Associação de Física e Espiritismo da Cidade do Rio de Janeiro), trouxeram o trabalho “Ensaio sobre as anotações do Dr. Kerner com respeito aos fenômenos psíquicos da Sra. Frederica Hauffe“. Na apresentação, Elton Rodrigues, referenciou e esclareceu sobre a Associação de Física e Espiritismo da Cidade do Rio de Janeiro, esclareceu que foram estudar Gabriel Delanne, e em uma de suas obras que resgatava a história do espiritismo na Alemanha descobriu estudos realizados pelo Dr. Justinus Kerner com a médium Frederica Hauffe, que acabou se tornando o foco do presente estudo. Nos escritos do Dr. Kerner encontramos trechos que sugerem fenômenos mediúnicos. Apresentou a biografia de Justinus Kerner, que estudou magnetismo animal, e de Frederica Hauffe. Apresentou a obra em que foi realizado o estudo. Destacou o método, e metodologia e a forma que o estudo foi realizado, assim como a final apresentou os resultados. Comentou que o objetivo da presente exposição é levar as pessoas a terem interesse de conhecer e analisar a obra. Por conta disso, trechos destacados da obra foram confrontados com conhecimento doutrinário espírita. Foi possível observar vários momentos em que os relatos descrevem fenômenos semelhantes àqueles classificados como mediúnicos pela Doutrina Espírita, em Allan Kardec e Lamartine Palhado Jr. Fala sobre a médium comentar sobre contato com sua avó Schmidgall falecida, na forma física, mas com atributos diferentes. Foi percebido que moléstias e alguns objetivos tinham a capacidade de facilitar a produção de fenômeno mediúnico. Concluiu, do estudo, diversos casos sugestivos de fenômenos mediúnicos e fenômenos anímicos (telepático, psicossensoriais e psicodissociação). Ao final apresentou as referências que orientaram e permitiram a aprofundação das análises do livro. Percebe-se que dentro do livro, o seu autor fala em questões morais. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Às 11h25, Eric Vinícius Ávila e Leandro Santos Franco Aguiar (AME-MG), apresentaram o trabalho; “Cesare Lombroso: da biografia à transição paradigmática“. Em sua fala Eric Vinícius Ávila, iniciada na leitura de um trecho sobre Charles Richet da Obra “Crônicas de Além Túmulo” de Humberto de Campos, psicografia de Chico Xavier. O objetivo do trabalho é conhecer a obra de Lombroso e refletir sobre nosso processo de mudanças (comportamentais). O Espiritismo não consegue se alicerçar apenas no campo da ciência ou da filosofia, mas precisa também adentrar para o campo da moral. Tratou das revoluções científicas. Fica claro que não basta o acúmulo de evidências, já que as mudanças esbarram no campo pessoal. Trouxe um trecho de um comentário de Gabriel Delanne sobre Cesare Lombroso. Fez uma larga biografia do italiano. Destaca que Césare teve uma formação materialista e se tornou agnóstico, muito embora seu pai tivesse origem judia. Apresentou fatos da vida do biografado que o levaram a tomar determinadas decisões, inclusive, uma tentativa de suicídio. Mostrou os interesses e algumas pesquisas realizadas por Césare (Frenologia), suas críticas e as consequências dessas pesquisas. Demonstrou a mudança comportamental de Lombroso em relação ao Espiritismo: do ceticismo, ao estudo e as conclusões que produziu em relação aos fenômenos mediúnicos. Contou sobre o convite que recebera para estudar Eusápia Palladino, mas que inicialmente recusara. Falou sobre seu arrependimento da críticas contumazes à Doutrina Espírita. Posteriormente, em comissão, passaram a estudar a Médium Eusápia Palladino e seus fenômenos psíquicos. Escreveu a obra “Ricerche Sul Fenomeni Ipnotici e Spiritici“, onde traz seu depoimento sobre sua mudança em relação ao Espiritismo e a sua pesquisa. Ficou evidente de que houve uma mudança comportamental em Césare Lombroso, e é isso que se concluiu. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.

Antes de finalizado os trabalhos, Isabel Vitusso (Jornal Correio Fraterno) trouxe alguns comentários sobre Comunicação Social e os trabalhos do EnLIHPE. Comentou sobre a qualidade dos trabalhos: a qualidade de análise e síntese que novos trabalhos vem apresentando. A possibilidade de novas produções. Salientou sobre o apoio que o Jornal Correio Fraterno fez e ainda faz, e que continuará fazendo, em favor da Doutrina Espírita e do trabalho acadêmico relacionado com o Espiritismo.

Antes, ainda da finalização do evento, o Coordenador do presente EnLIHPE, Jáder Sampaio trouxe as informações da Assembléia Presencial, e do próximo EnLIHPE que irá se realizar em 24 e 25 de agosto de 2019, em Fortaleza/CE, Com o tema: “Kardec: 150 anos depois“.

A prece de encerramento que foi realizada, às 12h20, por Marco Aurélio.

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O encontro contou com a inscrição de cerca de 150 pessoas, e a participação de mais de 100 pessoas, entre inscritos, participantes, equipes técnicas e organização acompanhando pessoalmente o evento, e várias outras acompanhando e comentando os acontecimentos via página da internet da LIHPE, e-mail e página do grupo no FACEBOOK.

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